AS AÇÕES ORDINÁRIAS FEITAS EM UNIÃO COM O SAGRADO CORAÇÃO – (O AMOR DO SAGRADO CORAÇÃO) – explicado segundo os escritos de Santa Matilde de Helfta)

Postado dia 04/11/2025

” Um dia disse Jesus á Sua esposa: “Eu te dou os Meus olhos para veres tudo por eles, os meus ouvidos para compreenderes tudo o que ouvires; também te dou a Minha boca para falares, orares ou cantares, e, por último, o Meu Coração para pensares por Ele e comigo Me amares.”
Por estas últimas palavras Nosso Senhor absorveu a alma toda, unindo-se a ela tão intimamente que essa parecia ver com os olhos de Deus, ouvir com os Seus ouvidos, falar por Sua boca e não ter outro coração senão o de Deus,
União tão intima e perfeita é privilegio de mui poucos, mas Nosso Senhor exige de todos a união ordinária realizada pela intenção sobrenatural.
O homem deve unir-se a Mim em todos os seus atos por exemplo: se comer ou beber, deverá dizer no coração: “Senhor, em união com o amor que Vos fez criar-me este alimento, eu quero tomá-lo para Vosso eterno louvor e porque preciso de sustento.” Quanto ao repouso, Nosso Senhor, Ele Próprio, indica-nos a intenção que devemos ter. Ele deseja ver-nos adormecer auferindo de Seu divino Coração cinco suspiros.
Antes de adormeceres, aufere de Meu Coração um suspiro em união com o louvor por Ele dispensado em favor de todos os Santos, e para suprir todas as deficiências das criaturas. Também um suspiro em união com aquele reconhecimento haurido no Meu Coração pelos Santos, e que eles davam por todos
os benefícios de Mim recebidos. Suspire a alma por seus próprios pecados e pelos alheios, em união com a compaixão que Me fez suportar os pecados de todos. Suspire pelo amor e desejo de obter para os homens todo o necessário para a gloria de Deus e as próprias necessidades; será desta sorte unida aos desejos divinos que Eu tive neste mundo pela salvação do homem. Por último suspire em união com todas as orações derramadas de Meu Coração e do coração dos Meus Santos pela salvação de todos, vivos e mortos: deseje que Eu aceite durante o sono dessa noite cada respiração como incessante suspiro. Como Me é impossível recusar qualquer coisa à alma amante. Eu hei de cumulá-la com a plenitude de Minha verdade divina.”
Quão santa seria a noite precedida de semelhantes suspiros!
Felizes as almas fiéis à união perpétua com o Sagrado Coração”